Histórico

História da Cinemateca
No final de 1984, no prédio do ainda antigo Hotel Majestic (nesta época já destinado à cultura), foi inaugurada a Sala de Cinema Mario Quintana, com entrada pela Rua dos Andradas, no espaço onde hoje funciona a livraria da CCMQ. A iniciativa foi do então  subsecretário de Estado da Cultura, Paulo Amorim (1930-1986), que convidou Romeu Grimaldi (1934-1996) para assumir a programação da sala. Antes disso, qualquer promoção cinematográfica da cultura do Estado era apresentada pelo Setor de Cinema e Fotografia do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa.
Em 1986, com morte de Paulo Amorim, a sala de cinema foi rebatizada com o seu nome (já que Mario Quintana seria o patrono de todo o complexo cultural que iria ocupar o Hotel Majestic). Neste mesmo ano, no dia 6 de agosto,  é criada oficialmente a Cinemateca Paulo Amorim, segundo decreto publicado no Diário Oficial do Estado.
A história da Cinemateca tem mais um capítulo importante no ano seguinte: em 4 de agosto 1987 é criada a Sala Eduardo Hirtz, que funcionava onde hoje é o Café dos Cataventos. Com as reformas que transformaram o Majestic  em Casa de Cultura Mario Quintana, as salas mudaram de lugar, passando a funcionar uma em frente à outra, na Travessa dos Cataventos.  A Sala Paulo Amorim reabriu em 9 de dezembro de 1990, enquanto a Eduardo Hirtz foi reinaugurada em 24 de maio de 1991.  A mais nova das três salas, a Norberto Lubisco,  foi aberta em 9 de novembro de 1995.

Homenagens aos pioneiros
* PAULO AMORIM (nasceu em Tupanciretã-RS no dia 21 de março de 1930; morreu em Porto Alegre/RS no dia 12 de janeiro de 1986).
Jornalista e advogado, Joaquim Paulo de Almeida Amorim trabalhou no jornal Zero Hora e no Correio do Povo, onde permaneceu até o fim de sua carreira. Em 1964, passou a dirigir a Divisão de Cultura da hoje extinta Secretaria de Educação e Cultura (SEC) do Rio Grande do Sul. Foi o primeiro subsecretário de Cultura do Estado, entre 1975 e 1979, respondendo pelo Departamento de Assuntos Culturais da SEC. De 1983 a 1986, exerce pela segunda vez o cargo de subsecretário de Cultura. A reconstrução do Theatro São Pedro foi encaminhada durante sua gestão, assim como a criação do Museu Antropológico  e a abertura do Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado para concertos e recitais. Paulo Amorim também criou uma coordenadoria específica para o Patrimônio Histórico e Cultural do Estado e promoveu espetáculos abertos ao público, por meio de projetos como Música ao Meio-Dia, Música nos Bairros e O Choro é Livre. Em 1986, recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre.

* EDUARDO HIRTZ (nasceu em Duisburgo/Alemanha no dia 7 de abril de 1878 e morreu em Porto Alegre/RS no dia 23 de fevereiro de 1951).
O cineasta alemão transferiu-se para Porto Alegre em 1908, atuando na área cinematográfica do Estado até a sua morte. Pioneiro da cinematografia gaúcha, Eduardo Hirtz produziu e dirigiu, em 1909, o primeiro filme de ficção do Estado, o curta “Ranchinho do Sertão”, baseado no poema Ranchinho de Palha, de Lobo da Costa. O filme foi exibido pela primeira vez em 27 de março de 1909, o que determinou a escolha do Dia do Cinema Gaúcho. Entre 1909 e 1915, Hirtz realizou uma série de documentários, entre eles A Chegada do Senador Pinheiro Machado, Jardim Zoológico do Coronel Ganzo, A Tragédia da Rua dos Andradas, Companhia Telephonica Rio-Grandense e Sociedade Recreio-Juvenil.  O cineasta foi também o criador, em 1912, do primeiro cine-jornal do Estado, o Recreio-Ideal-Jornal, que era exibido às sextas-feiras, com notícias da capital e do interior. Além de produzir, Hirtz trabalhou com exibição e distribuição de filmes.

* NORBERTO LUBISCO (nasceu em Porto Alegre no dia 18 de fevereiro de 1947 e morreu também na capital gaúcha, no dia 2 de agosto de 1993).
O fotógrafo porto-alegrense marcou a produção cinematográfica gaúcha por três décadas, respondendo pela direção de fotografia de filmes como “No Amor”  (1982), de Nelson Nadotti; ” Interlúdio” (1983), de Carlos Gerbase e Giba Assis Brasil; ” Festa de Casamento”  (1990), de Sérgio Silva; “Amigo Lupi” (1992), de Beto Rodrigues; “Presságio” (1993), de Renato Falcão; “O Zeppelin Passou por Aqui” (1993), de Sérgio Silva, além de vários curtas do cineasta Antonio Carlos Textor. Um dos diretores de fotografia mais premiados no Festival de Gramado, Lubisco conquistou a estima e a admiração dos colegas pelo seu grande conhecimento de cinema, tanto em termos técnicos como culturais.

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